Eric Thomas

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O segredo da fidelização pode ser um pirulito?

Muita gente acredita que fidelizar clientes exige grandes investimentos em marketing ou tecnologia.

Depois de mais de trinta anos trabalhando com atendimento, aprendi que a fidelização quase sempre nasce de um detalhe.

Essa história aconteceu em um domingo de almoço no Tantra.

Um menino de aproximadamente oito anos se aproximou da chapa com um bowl contendo apenas macarrão.

Sorri e perguntei:

"Cadê os brócolis?"

Acho que ele levou um susto com aquele chef grandão falando com ele, porque voltou ao buffet e, para minha surpresa, retornou com a cumbuca cheia de brócolis.

Preparei tudo na hora e ele voltou feliz para a mesa.

Antes de sair, ouvi a mãe comentar que ele não gostava de brócolis e que nunca fazia aquilo.

Mais tarde, peguei um pirulito e fui até a mesa.

Perguntei se ele tinha comido todos os brócolis.

Orgulhoso, respondeu que sim.

Entreguei o pirulito e dei os parabéns.

Foi apenas um gesto espontâneo.

Alguns meses depois, a mesma mãe voltou ao restaurante e fez questão de me procurar.

Ela contou que o Tantra havia se tornado o restaurante favorito do filho e que, desde aquele dia, ele passou até a comer brócolis em casa porque "o chef grandão viking mandou".

Foi ali que entendi que o pirulito nunca foi o motivo da fidelização.

O que aquela família levou para casa foi a sensação de ter sido vista, acolhida e valorizada.

O pirulito era apenas o símbolo de uma memória que eles jamais esqueceram.

É exatamente sobre isso que converso nas minhas palestras: como pequenos gestos podem transformar atendimento em fidelização, recorrência e uma vantagem competitiva difícil de copiar.