Tenho acompanhado uma discussão interessante sobre crítica gastronômica.
De um lado, um influenciador armado com um celular e um milhão de seguidores. Um vídeo dele pode encher um restaurante no dia seguinte.
Do outro, um crítico gastronômico, alguém que estudou durante anos ingredientes, técnicas, culturas e hospitalidade. Alguém que construiu repertório antes de construir audiência.
Quem está certo?
Na minha opinião, os dois.
O influenciador faz marketing.
O crítico faz análise.
Mas existe um terceiro lado dessa história.
O cliente.
Porque o influenciador pode levar alguém ao restaurante uma vez.
O crítico pode recomendar ou desaprovar.
Mas quem dá o veredito final é o cliente que decide voltar.
Recorrência é a crítica mais honesta que existe.
Ela não depende de seguidores, não depende de permutas nem de algoritmos.
Depende de uma única pergunta.
A experiência foi boa o suficiente para fazer essa pessoa voltar?
Eu respeito influenciadores e respeito críticos.
Mas, como gestor, o indicador que mais me interessa continua sendo o mesmo:
Quantos clientes voltaram por livre e espontânea vontade?